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Úlcera péptica

A úlcera péptica é uma ferida na parede do estômago ou duodeno
O QUE SÃO?

A úlcera péptica é uma ferida na parede do estômago ou duodeno. O duodeno é a primeira parte do seu intestino delgado. Se as úlceras pépticas são encontradas no estômago, elas são chamadas de úlceras gástricas. Se são encontradas no duodeno, são chamas de úlceras de duodeno (ou duodenais). Você pode ter mais que uma úlcera. Muitas pessoas têm úlcera péptica. Elas podem ser tratadas com sucesso. Procurar o seu médico é o primeiro passo.

Não temos estatísticas precisas no Brasil, mas nos Estados Unidos cerca de 20 milhões de pessoas apresentarão uma úlcera durante sua vida. As úlceras duodenais ocorrem mais freqüentemente entre os 30 e os 50 anos de idade, e são duas vezes mais comuns em homens. Úlceras gástricas (no estômago) são mais freqüentes após os 60 anos e em mulheres.

Uma úlcera é uma área focal do estômago ou duodeno que foi danificada pelo ácido gástrico e sucos digestivos, levando a uma perda do revestimento mucoso local, com uma certa profundidade (isto as diferencia das erosões, que são mais rasas). A maioria das úlceras não são maiores que uma borracha de apagar, mas elas podem causar dor e desconforto importantes

CAUSAS

O que causa as úlceras pépticas?

As úlceras pépticas são causadas por:
Uma bactéria chamada Helicobacter pylori , ou abreviado H. pylori
Drogas anti-infalamatórias não esteróides (AINEs) como a aspirina e ibuprofeno

Outras doenças

O seu corpo fabrica ácidos fortes que digerem os alimentos. Uma barreira interna protege o seu estômago e duodeno contra estes ácidos. Se esta barreira é rompida, o ácido pode lesar as paredes.

O H. pylori e as AINEs enfraquecem esta barreira permitindo que o ácido atinja as paredes do estômago e duodeno. O H. pylori é responsável por quase dois terços de todas as úlceras. Muitas pessoas têm a infecção pelo H. pylori. Mas nem todas que têm a infecção irão desenvolver a úlcera péptica.
A maiora das outras úlceras são causadas pelas AINEs. Só raramente outras doenças causam úlceras.

Helicobacter pylori e úlcera

A maioria das úlceras aparece devido à presença do H. pylori. Calcula-se que esta bactéria esteja presente em até 80% dos brasileiros, dependendo da região. Provavelmente é adquirida na infância, em decorrência das más condições de saneamento básico em nosso país. Como se pode perceber, apenas uma fração dos portadores da bactéria acabarão apresentando úlcera decorrente de sua presença e ação no estômago. Assim, acredita-se que a doença ocorra em indivíduos que apresentam fatores adicionais à presença da bactéria (predisposição genética, por exemplo). Além disto, há bactérias mais e menos agressivas dentro desta espécie – e o tipo da bactéria infectante também acaba tendo um papel importante.

O H. pylori enfraquece a cobertura protetora de muco do estômago e duodeno, permitindo a passagem do ácido através dele até a parede sensível localizada abaixo. O ácido e a bactéria irritam a parede e causam uma ferida ou úlcera.

O H. pylori é capaz de sobreviver no ácido do estômago porque ele secreta enzimas para neutraliza-lo. Este mecanismo permite o H. pylori fazer o seu caminho para a zona ‘segura’ – a camada protetora de muco. Uma vez nela, a forma espiral da bactéria ajuda-o a ‘entocar-se’ em seu interior.

Uso de anti-inflamatórios não-hormonais (AINHs)

A segunda maior causa das úlceras é a irritação do estômago decorrente do uso regular de AINHs. Os efeitos colaterais gastrointestinais induzidos pelos AINHs podem ser evitados ao usar medicamentos alternativos sempre que possível.

Se você usa este tipo de remédio com freqüência (muitas vezes por conta própria), seu médico poderá esclarecer suas dúvidas sobre seu potencial para causar problemas gastrointestinais – entre os quais está a úlcera. Ele poderá recomendar uma troca no medicamento em uso (quando possível) ou a adição de algum outro remédio para uso em conjunto com o anti-inflamatório, objetivando prevenir a ulceração.

O estresse e alimentos condimentados causam úlcera?

Não, nem o estresse nem os alimentos condimentados causam úlcera. Mas eles podem tornar a úlcera pior (mais sintomas). As bebidas alcoólicas e o fumo também podem tornar as úlceras piores.

O que aumenta o meu risco de ter úlcera péptica?

Você terá maior probabilidade de ter úlcera péptica se:
Tiver uma infecção pelo H. pylori.
Usar AINEs frequentemente.
Fumar cigarros
Tomar bebida alcoólica
Ter parentes com úlcera péptica.
Ter 50 anos de idade ou mais.
COMPLICAÇÕES

Quais são as complicações das úlceras pépticas?
Sangramento: O sangramento de uma úlcera pode ocorrer no estômago ou duodeno e às vezes é o único sinal da doença. Pode ser lento, causando anemia e fadiga. Outras vezes é mais rápido podendo ser grave (muitas vezes requerendo internação hospitalar), sendo reconhecido ao se notal fezes enegrecidas, fétidas, com aspecto lembrando piche, vômitos com conteúdo semelhante à borra de café ou mesmo a presença de sangue ‘vivo’ nas fezes ou no vômito.
Perfuração: Quando as úlceras não são tratadas, o ácido gástrico e os sucos digestivos podem literalmente abrir um buraco na parede do estômago. É uma complicação que ocorre em uma pequena parcela dos doentes, mas que pode tornar-se grave. Bactérias, alimentos e os sucos gástricos podem extravasar para a cavidade abdominal causando dor intensa de início súbito. Neste caso, a hospitalização torna-se necessária e o tratamento é geralmente cirúrgico.
Obstrução: A inflamação decorrente da úlcera pode causar edema (‘inchaço’) no local, e a sua cicatrização pode levar à fibrose. Estes problemas podem levar ao estreitamento da saída do estômago, impedindo a passagem de alimentos e causando vômitos e perda de peso.

SINTOMAS

Quais são os sintomas das úlceras pépticas?

Uma dor em queimação na ‘boca do estômago’ é o sintoma mais comum.
É sentida como aborrecida.
Vem e vai por uns poucos dias ou semanas.
Começa 2 a 3 horas após uma refeição.
Vem no meio da noite quando seu estômago está vazio geralmente melhora após comer

Outros sintomas são:

Perda de peso
Não se sentir como se tivesse comido
Ter dor ao comer
Sentindo o estômago doente vômitos

É importante ressaltar que a maioria dos sintomas acima não são exclusivos de doença ulcerosa – podendo ocorrer em outras condições e até mesmo na ausência de qualquer problema no estômago e duodeno.

DIAGNÓSTICO

Como é feito o diagnóstico das úlceras pépticas?

Além dos dados de história clínica e exame físico, o exame mais comumente usado para o diagnóstico da doença ulcerosa é a endoscopia digestiva alta.

Este exame envolve a passagem de um tubo flexível de pequeno diâmetro através da boca em direção ao esôfago, estômago e duodeno. O tubo possui uma microcâmara com fonte de luz na ponta, o que permite a visão direta em um monitor (TV) de eventuais problemas nestes órgãos. Além disto, permite a tomada de biópsias (retirada de pequenos fragmentos para análise, o que é feito sem dor ou desconforto algum) para o diagnóstico preciso. Em algumas situações será terapêutica, para fazer cessar o sangramento em uma úlcera por exemplo. Permite também a retirada de material para testar a presença do H. pylori. O exame é geralmente feito sob sedação para maior conforto. Por todas estas razões, a endoscopia é indiscutivelmente o melhor método na avaliação da doença e deixou em segundo plano, para alguns raros casos, o emprego de métodos como a radiologia para diagnóstico de doença ulcerosa.

Por que os médicos não pesquisam automaticamente o H. pylori?

Alterações de crenças e de práticas médicas levam tempo. Por aproximadamente 100 anos os cientistas e doutores acreditaram que a úlcera era causada pelo estresse, comidas picantes e álcool. O tratamento baseava-se em repouso na cama e dieta leve. Mais tarde os pesquisadores adicionaram o ácido à lista de causas e começaram a tratar as úlceras com antiácidos. Desde que o H. pylori foi descoberto em 1982, estudos conduzidos ao redor do mundo mostraram que utilizando antibióticos para destruir o H. pylori cura a úlcera. Levou 11 anos para que a comunidade médica aceitasse esta realidade. A prevalência das úlceras causadas pelo H. pylori está mudando. A infecção está se tornando menos comum em pessoas nascidas em países desenvolvidos. A comunidade médica, entretanto, continua a debater o papel do H. pylori nas úlceras pépticas. Se você tem úlcera péptica e não fez teste para infecção pelo H. pylori, fale com seu médico.

Como é diagnosticada uma úlcera relacionada ao H. pylori?

Se é encontrada uma úlcera, o médico fará um exame para H. pylori. Este exame é importante porque o tratamento de uma úlcera causada pelo H. pylori é diferente de uma úlcera causada por AINEs.

O H. pylori é diagnosticado através de exames de sangue, respiração, fezes e de tecidos. Os exames de sangue são pouco utilizados em nosso país. Consiste em avaliar se a pessoa tem anticorpos contra a bactéria. São utilizados para o diagnóstico de H. pylori em pessoas que nunca foram tratadas para a bactéria. Não são utilizados após tratamento pois podem mostrar resultado positivo mesmo no caso que a bactéria tenha sido eliminada.

O teste respiratório com uréia marcada é um método diagnóstico eficiente para H. pylori. Eles também são utilizados após o tratamento para observar se ele funcionou. No consultório médico ou laboratório o paciente bebe uma solução de uréia que contém um átomo especial de carbono. Se o H. pylori está presente, ele age sobre a uréia e libera o carbono. O sangue transporta o carbono para os pulmões onde é exalado pelo paciente. O ar é colhido numa bolsa especial e dosada a quantidade de carbono exalado num aparelho especial. O teste respiratório tem acurácia de 96% a 98%.

Exames nas fezes do paciente podem ser utilizados para detectar a infecção pelo H. pylori . Estudos mostraram que este exame, denominado de Teste do Antígeno do Helicobacter pylori nas Fezes (HpSA), é acurado para diagnosticar H. pylori.

O teste rápido da urease, que detecta a enzima urease que é produzida pelo H. pylori. È o mais utilizado em nosso meio. É rápido, barato e sensível. As amostras são colhidas durante um exame endoscópico.
O teste histológico permite encontrar e examinar a bactéria atual do paciente. É realizado para o diagnóstico e confirmar o resultado do teste da urease, quando necessário.

A cultura envolve permitir o crescimento do H. pylori de uma amostra de tecido em um meio apropriado. É um teste difícil, não disponível em todos os laboratórios e somente realizado em ocasiões especiais.

Tratamentos


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